2015

Liao Si - Mestrado

03/08/2015, 10h00, sede

Tema de pesquisa: Parceria Brasil-China: a questão do petróleo.

Orientador: Prof. Dr. Tullo Vigevani

Banca: Prof. Dr. Marcos Cordeiro Pires (UNESP), Prof. Dr. Gilmar Masiero (USP)

Resumo: Desde a viagem do então presidente chinês Hu Jintao ao Brasil, em 2004, o comércio bilateral sino-brasileiro caracterizou¿se por uma taxa de crescimento acentuada. No que se refere ao petróleo, as condições de crescimento que devem surgir na indústria brasileira de petróleo nos próximos anos e o elevado grau de importância que a China atribui a sua segurança energética contribuem para que os dois países atuem em conjunto também na área de energia. Neste contexto, torna-se muito importante e significativo avaliar oportunidades e desafios de cooperação entre Brasil e China no setor energético, especialmente o petróleo, no decorrer dos próximos anos. O texto discute três questões principais: 1) como está a relação bilateral entre Brasil e China? O que conquistamos no passado e quais são os problemas que prejudicam esta relação?; 2) como são as estratégias energéticas da China e do Brasil e quais são os principais interesses no campo energético dos dois países?; e 3) como estão as cooperações sino-brasileira na área de petróleo e quais os interesses chineses no campo de petróleo brasileiro.

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Myung-Joo, Shin - Mestrado

28/08/2015, 10h30, sede

Tema de pesquisa: Análise da formação de complexos regionais de segurança (CRS): um estudo comparativo entre a América do Sul e o Leste Asiático.

Orientador: Prof. Dr. Samuel Alves Soares

Banca: Prof. Dr. Shiguenoli Miyamoto (UNICAMP), Prof. Dr. Flávio Augusto Lira Nascimento (UNIPAMPA)

Resumo: O  regionalismo vem se tornando uma tendência na política internacional do século XXI, e predominando na área de segurança e defesa também. No Leste Asiático, as percepções de segurança ainda estão mais atreladas ao seu sentido tradicional, como a expansão e a aquisição de armamentos, a questão nuclear da Coreia do Norte e problemas territoriais. Por outro lado, no caso da América do sul, os países prestam mais atenção a questões referentes ao setor não-militar como o narcotráfico, o meio ambiente e os direitos humanos. Neste trabalho, verificam-se as caraterísticas e diferenças entre o Leste Asiático e a América do Sul, através do conceito da TCRS pelos pontos de vista das histórias, teorias e instituições. Propõe-se analisar estas diferenças em termos que compõem a intensidade das ameaças à segurança, a partir de quatro tipos de elementos: especificidade da ameaça, probabilidade de realização, existência da experiência histórica e relação de amizade e inimizade entre os países. O objetivo geral deste trabalho é analisar e avaliar as formação das duas CRS e mostrar as diferenças entre a América do Sul e o Leste Asiático, considerando as características históricas e como cada região entende os problemas de segurança.

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Ana Maria Suarez Romero - Mestrado

10/08/2015, 14h00, sede

Tema de pesquisa: Cooperación internacional en Ciencia, Tecnología e Innovación entre Brasil y Colombia durante los Gobiernos Lula da Silva (2003-2010)

Orientador: Profa. Dra. Karina Lilia Pasquariello Mariano

Banca: Profa. Dra. Suzeley Kalil Mathias (UNESP), Profa. Dra. Regiane Nitsch Bressan (UNIFESP)

Resumo: Las relaciones entre Brasil y Colombia se han enfocado en fortalecer los procesos de integración regional, a partir de medidas encaminadas a aumentar la cooperación entre los dos países y fortalecer sus vínculos en razón a su vecindad. Temas relacionados con la cooperación en seguridad, incremento del comercio y la inversión, asuntos fronterizos, industrias aeronáuticas, cooperación policial, en investigación y en educación, asistencia técnica, bioenergía y biocombustibles han hecho parte fundamental de la agenda bilateral permitiendo la consolidación de alianzas entre los dos países. El objetivo de este trabajo es caracterizar los mecanismos e instrumentos de cooperación internacional en ciencia, tecnología e innovación (CT+I), implementados entre las instituciones de investigación y desarrollo de Brasil y Colombia durante los gobiernos del presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006/2007-2010), con el fin analizar las relaciones binacionales y establecer como la política exterior de Colombia implementada en el período de estudio influencio la cooperación internacional en CT+I con Brasil.

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Manoela Salem Miklos - Doutorado

20/08/2015, 08h00, PUC-SP

Tema de pesquisa: A dimensão urbana dos conflitos contemporâneos e as cidades frágeis: novas perspectivas e práticas.

Orientador: Reginaldo Mattar Nasser.

Banca: Flávia de Campos Mello (PUC-SP), Paulo José dos Reis Pereira (PUC-SP), Jean François Germain Tible (USP) e Rafael Antonio Duarte Villa (USP).

Resumo: Inseridos no debate a respeito das novas guerras, pesquisadores introduziram à disciplina das Relações Internacionais, ao final dos anos 1990, a discussão a respeito da dimensão urbana dos conflitos contemporâneos. Tal discussão inaugurou linhas de pesquisa que compartilham a percepção de que reconhecer a dimensão urbana dos conflitos contemporâneos é fundamental para a compreensão dos mesmos. A cidade é o espaço onde se materializam os fluxos transnacionais – legais e ilegais, formais e informais, materiais e imateriais, o espaço onde os desafios da governança global ganham concretude. Dentre as linhas de pesquisa que emergem nesse marco, está o debate a respeito da fragilidade das cidades. A presente tese busca, em primeiro lugar, sistematizar a literatura a respeito das cidades frágeis desde sua origem, vinculada à literatura a respeito dos Estados frágeis, até o presente. Em seguida, procura-se demonstrar através de evidências empíricas que as cidades frágeis constituem-se como novo locus do humanitarismo. A literatura sobre as cidades frágeis inaugura novas perspectivas. As instituições dedicadas à ajuda humanitária, uma vez que se apropriam de tal literatura, inauguram novas práticas..

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Hermes Moreira Júnior - Doutorado

14/08/2015, 09h00, Sede

Tema de pesquisa: Inovação, competição internacional e transição hegemônica: a política científico-tecnológica dos Estados Unidos para evitar o declínio no Século XXI.

Orientador: Marcelo Fernandes de Oliveira.

Banca: Luis Fernando Ayerbe (Unesp), Reginaldo Mattar Nasser (PUC-SP), Cristina Soreanu Pecequillo (Unifesp) e Karen Fernandez Costa (Unifesp).

Resumo: A crise financeira que atingiu o centro do sistema econômico internacional reforçou os debates a respeito do desgaste da atual conformação da ordem mundial e as perspectivas de transição do centro hegemônico do sistema internacional na constituição de uma nova ordem. Como resposta a este cenário, o governo norte-americano, com a ascensão de Barack Obama ao poder, estimulou o processo de recuperação do potencial de inovação de sua indústria, respaldado pela convicção de que a manutenção da liderança do sistema econômico internacional, com conseqüente capacidade de definição do desenho da ordem mundial, está relacionada ao mais alto nível de competitividade e produtividade industrial do país. Diante desse quadro, esta tese teve como objetivo avaliar a estratégia nacional de inovação do governo Obama dentro da trajetória institucional que conduziu a política científico-tecnológica dos Estados Unidos ao longo do século XX. Partindo do pressuposto que a trajetória de inovação é afetada em conjunturas críticas da economia nacional e internacional, entende-se que a crise financeira atual ofereceu condições para que a estratégia nacional de inovação promovesse mudanças no modelo adotado durante a década de 1980, no contexto da financeirização da economia global e da redução do papel intervencionista do Estado na economia norte-americana. Modelo este, cujos reflexos foram a ampliação da entrada de capital de risco privado nos programas de pesquisa e desenvolvimento voltados à inovação, e a decisão do mercado de definir os setores privilegiados por estes investimentos. Nesse sentido, a partir da revisão da literatura que discute a formação de sistemas nacionais de inovação, e da análise da política científico-tecnológica proposta pelo governo federal, por meio de sua estratégia nacional de inovação, e de programas nacionais e novas legislações apoiadas pelo executivo, demonstra-se que o governo Obama busca restabelecer uma política científico-tecnológica voltada à inovação em que o Estado é responsável pela definição dos setores estratégicos a serem priorizados pelo sistema nacional de inovação, de acordo com o entendimento dos desafios nacionais a serem enfrentados no contexto da competição que se desenvolve na economia internacional.

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Rodrigo Maschion Alves - Doutorado

17/08/2015, 13h30, Sede

Tema de pesquisa: Crise, poderes, interesses e estratégias: o G-20 e a governança monetária e financeira contemporânea

Orientador: Flávia de Campos Mello

Banca: Carlos Eduardo Ferreira de Carvalho (PUC/SP), Ricardo Ubiraci Sennes (PUC/SP), Leonardo Cesar Souza Ramos (PUC/MG), Sebastião Velasco e Cruz (Unicamp

Resumo: Este é um estudo sobre o sistema monetário e financeiro internacional (SMFI) contemporâneo. Especificamente, está em análise um arranjo da sua própria governança e como os principais governos reagiram diante da crise financeira deflagrada nos EUA em 2008. O trabalho procura compreender os limites e as possibilidades de um dos arranjos da governança monetária e financeira global: o G-20 financeiro durante o contexto agudo da crise econômica internacional iniciada em 2008. Aqui, são avaliados os possíveis resultados em termos de governança no campo monetário e financeiro internacional alcançados pelos principais Estados no e a partir do G-20 financeiro. Dessa maneira, será examinada a atuação dos principais governos atuantes no G-20 para identificar as perspectivas, as limitações e os alcances de uma iniciativa de governança monetária e financeira global. Chega-se a uma conclusão geral de que a governança monetária e financeira internacional, na sua forma atual, está adaptada as inerentes condições do Sistema Monetário e Financeiro Internacional do século XXI: m sistema instável, sujeito a crises e cuja governança, via arranjos institucionais, é limitada.

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Leandro Fernandes Sampaio Santos - Mestrado

05/08/2015, 10h00, Sede

Tema de pesquisa: Tráfico de drogas nos Andes: a dimensão regional da segurança e da cooperação

Orientadora: Suzeley Kalil Mathias

Banca: Héctor Luis Saint Pierre (Unesp/Franca) e Paulo Gustavo Pellegrino Corrêa (Universidade Federal do Amapá)

Resumo: A proposta desta pesquisa é investigar a cooperação em matéria de segurança para o combate ao tráfico de drogas ilícitas entre Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, no âmbito da Comunidade Andina de Nações, no transcurso de 1999 a 2012. Para tanto, foi adotada uma perspectiva histórica para examinar e descrever o contexto da segurança regional nos Andes, a emergência intersticial das redes de traficantes, o processo de construção do tráfico de drogas como ameaça à segurança e a sua inserção na agenda política e de segurança da CAN, este processo foi intenso no decorrer de toda década de 1990 e no início dos anos 2000. Esse período foi marcado pela elaboração e aprovação da Política Externa Comum da CAN, da agenda de segurança comunitária e do Plano Andino de Cooperação Para Luta Contra as Drogas e Delitos Conexos como formas de respostas antidrogas. Para compreender este processo, abordamos o alinhamento e o questionamento às diretrizes internacionais, o desenvolvimento e o exercício do controle coercitivo das drogas ilícitas em cada país que compõe o bloco andino no decorrer do recorte temporal delimitado e identificamos e analisamos as convergências e divergências das agendas de segurança e das posturas adotadas pelos governos andinos perante a questão das drogas, assim como os diferentes agentes intervenientes, enfocando, a partir de uma perspectiva relacional, as dimensões doméstica e internacional (interméstica), bem como o processo de des-diferenciação que diluiu a fronteira entre a segurança interna e externa para combater o tráfico de drogas e suas redes transnacionais. Por fim, debatemos o combate ao tráfico de drogas como vetor de cooperação regional em segurança entre os países andinos e problematizamos o conceito de comunidade de segurança quanto a sua aplicabilidade para compreender a dinâmica da segurança na região andina.

Palavras-chave: Tráfico de Drogas. Comunidade Andina. Região Andina. Segurança Regional. Cooperação.

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Camilla Silva Geraldello - Mestrado

05/03/2015, 15h00, Sede

Tema de pesquisa: Medidas antidumping e política doméstica: o caso da citricultura estadunidense

Orientador: Tullo Vigevani

Banca: Marcelo Passini Mariano (Unesp) e Christian Lohbauer (USP)

Resumo: O objetivo desta dissertação é analisar o funcionamento da dinâmica política dos Estados Unidos no processo de tomada de decisões de política externa comercial no contencioso do suco de laranja na Organização Mundial de Comércio ocorrido entre 2009 e 2011, visando compreender como tal dinâmica influenciou o embate internacional. A utilização pelos EUA de metodologia já condenada pelo regime internacional de comércio para o cálculo de direitos antidumping sobre o produto brasileiro denota que, embora o segmento citricultor não articule cadeias produtivas na economia nacional, sua importância no Estado da Flórida e a importância estratégica deste Estado na dinâmica política interna estadunidense são suficientes para que o setor consiga superar as preferências de livre comércio das indústrias, garantindo proteção. Desta forma, mostraremos como os interesses dos citricultores da Flórida se organizaram e manipularam um conjunto de informações buscando influenciar tanto as instituições responsáveis pela formulação da política externa comercial quanto a dinâmica política estadunidense na defesa de suas demandas.

Palavras-chave: Política Externa Comercial. Estados Unidos. Contenciosos na OMC. Suco de Laranja. Antidumping.

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Raphael Camargo Lima - Mestrado

02/06/2015, 14h00, Sede

Tema de pesquisa: A articulação entre política externa e política de defesa no Brasil: uma Grande Estratégia inconclusa

Orientador: Samuel Alves Soares

Banca: Héctor Luis Saint-Pierre (UNESP) e Antonio Jorge Ramalho da Rocha (UnB)

Resumo: O objetivo da presente dissertação é analisar a articulação entre as políticas externa e de defesa no Brasil nos governos Lula e Rousseff, no período entre 2003 e 2013. Considera-se que o processo político subjacente à relação entre ambas é complexo demais para ser abordado por apenas um prisma. Por isso, buscou-se a analisá-lo a partir de um estudo de caso e de três grandes dimensões: da ação externa, das instituições e das ideias. Trabalha-se com a hipótese de que a articulação entre as duas políticas tem sido uma Grande Estratégia inconclusa. Tal condição aponta que houve aumento da convergência no período, sem que, todavia, o Brasil tenha atingido o patamar no qual ambas são tratadas de forma conjunta – ou seja, consideradas como meios complementares e combináveis para atingir os objetivos internacionais do País. Pretende-se demonstrar que o pano de fundo da aproximação entre as duas políticas foi uma confluência de imagens de mundo e expectativas sobre inserção internacional brasileira de diversos grupos envolvidos, que também afetou e foi afetada por tensões institucionais e pelo gradual aumento do perfil internacional do Ministério da Defesa brasileiro. Esses processos concomitantes aumentaram a complexidade da dinâmica entre a política externa e a política de defesa no País – resultado da pluralização de atores sociais interessados, reformas organizacionais e ampliação da atuação internacional do Brasil na área de defesa. Ainda assim, tais inflexões ocorreram sem que o País fosse capaz de institucionalizar uma Grande Estratégia que perpassasse suas principais instituições responsáveis pela ação externa.

Palavras-chave: Brasil; Política Externa; Política de Defesa; Governos Lula e Rousseff.

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Juliana de Paula Bigatão Puig - Doutorado

24/04/2015, 14h00, Sede

Tema de pesquisa: Do fracasso à reforma das operações de paz das Nações Unidas (2000-2010)

Orientador: Héctor Luis Saint-Pierre (UNESP)

Banca: Rafael Antonio Duarte Villa (USP), Kai Michael Kenkel (Puc-Rio), Suzeley Kalil Mathias (UNESP) e Samuel Alves Soares (UNESP).

Resumo: O trabalho analisa o processo de reforma das operações de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) iniciado em 2000 com a publicação do Relatório Brahimi, que apontou novas diretrizes para fortalecer este instrumento de gerenciamento de conflitos após os fracassos em Ruanda, na Bósnia-Herzegovina e na Somália, em meados da década de 1990. O objetivo é compreender as consequências da reforma para a concepção de paz que norteou as missões da ONU e a forma em que esta concepção foi traduzida nos modelos de intervenção autorizados pelo Conselho de Segurança da ONU na década que sucedeu a publicação do Relatório. A hipótese que orientou a pesquisa foi a de que existe um descolamento entre a concepção de paz – a paz sustentável, resultante do trato das causas dos conflitos – e os modelos de intervenção – pautados na noção de operações robustas seguidas de atividades de consolidação da paz (peacebuilding) – porque a paz promovida pela ONU é condicionada por dois fatores principais. O primeiro relaciona-se ao fato de que, no processo de elaboração do modelo de intervenção no panorama político-institucional da ONU, existe o predomínio da perspectiva do interventor, da leitura que este faz do conflito e do papel que atribui às operações de paz; além da aplicação de um modelo padronizado para responder a diferentes tipos de conflitos. O segundo fator, também relacionado à aprovação do modelo de intervenção, é que as operações de paz respondem aos conflitos na medida em que existam recursos para a implementação dos mandatos e dentro de algumas condições determinadas pelos grupos beligerantes, que precisam consentir, mesmo que apenas formalmente, a presença de atores externos no processo de transição do conflito para a paz. A partir da leitura e levantamento de dados qualitativos e quantitativos nos documentos da ONU, relatórios de centros de pesquisa sobre paz e segurança internacional e estudos sobre conflitos e missões de paz publicados em livros e periódicos, argumentamos que tanto a concepção da paz que se deseja construir, quanto a natureza e a dinâmica dos conflitos influenciam na escolha do modelo de intervenção por parte do Conselho de Segurança, porém não são os únicos determinantes. Isso porque as decisões deste órgão não partem de avaliações técnicas a respeito dos conflitos e das possibilidades de mediação, mas de um intrincado cálculo político que equaciona interesses individuais e coletivos, referentes às políticas de cada Estado-membro e à função de uma organização internacional que possui como finalidade a manutenção da paz e segurança internacionais. Além disto, a escolha do modelo de intervenção relaciona-se com lógica que orienta as decisões dos Estados de arcarem com os custos políticos e financeiros das operações de paz, sejam os atores responsáveis por aprovar as missões ou aqueles que disponibilizam os recursos humanos, materiais e financeiros para operacionalizá-las.

Palavras-chave: ONU. Operações de Paz. Reforma das Operações de Paz. Construção da Paz.

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Roberto Moll Neto - Doutorado

15/05/2015, 14h00, Sede

Tema de pesquisa: Imaginando o "outro" e a nação nas relações internacionais: Commentary Magazine, The New Republic e o intervencionismo dos Estados Unidos na Nicarágua e El Salvador (1977-1992)

Orientador: Luis Fernando Ayerbe

Banca: Reginaldo Moraes (Unicamp), Samuel Alves Soares (Unesp), Mary Ane Junqueira (USP) e Marcelo Santos (Unesp)

Resumo: Esta tese tem como objetivo investigar como as narrativas discursivas acerca das relações internacionais caracterizam o “outro” e estabelecem formas de imaginar a nação como elemento de construção de hegemonia. De modo mais específico, coloca o foco de analise sobre o imaginário acerca da Nicarágua, de El Salvador e dos Estados Unidos nas narrativas discursivas produzidas por intelectuais nos periódicos estadunidenses Commentary Magazine, de viés neoconservador, e The New Republic, de tendência neoliberal, durante o período conhecido como Crise da América Central entre 1977 e 1992. A hipótese principal que norteia esta pesquisa é a de que essas narrativas discursivas conformam formas negativas de imaginar a América Central e o centro americano e, em paralelo, formas positivas de imaginar os Estados Unidos e os estadunidenses que justificam políticas intervencionistas na região. Portanto, funcionam como elemento de construção de hegemonia sobre diferentes estratégias intervencionistas. Para fazer esta análise, esta tese adota uma abordagem teórica metodológica calcada nos conceitos de sociedade civil, intelectuais, hegemonia e “comunidade imaginada” e em ferramentas de análise de discurso, situando os atores e as instituições nos processos históricos que se desenvolvem sincronicamente nos Estados Unidos e na América Central.

Palavras-chave: Relações internacionais e cultura. Estados Unidos – Relações exteriores – Nicarágua – Séc. XX.. Estados Unidos – Relações exteriores – El Salvador – Séc. XX.. Comunicação – Aspectos políticos – Estados Unidos. Hegemonia – Estados Unidos. Commentary Magazine. The New Republic.

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Lucas Vasconcelos Pinto - Mestrado

04/05/2015, 15h00, PUC-SP

Tema de pesquisa: O The American Israel Public Affairs Committee (AIPAC) e sua influência na política externa dos Estados Unidos

Orientador: Reginaldo Mattar Nasser (PUC-SP)

Banca: Arlene Elizabeth Clemesha (USP) e Carlos Gustavo Poggio Teixeira (PUC-SP).

Resumo: O presente trabalho tem como tema a influência do The American Israel Public Affairs Committee (AIPAC) na política externa dos Estados Unidos da América (EUA). Primeiro, sistematizou-se um estado da arte sobre o tema a partir de duas linhas de pensamento principais: uma de John Mearsheimer e Stephen Walt; e outra, de Noam Chomsky, Gilbert Achcar e Norman Finkelstein. Enquanto aqueles primeiros ressaltam o poder do chamado lobby pró-Israel – do qual o AIPAC é a organização mais estruturada e renomada – na política dos EUA, estes salientam que o leme da política externa estadunidense para com Israel é seu próprio interesse nacional, e não o lobby. Segundo, visou-se a um levantamento histórico sobre o AIPAC e uma análise de sua estrutura e de seu modo de atuação. Constatou-se, então, que o AIPAC – como uma organização de lobby, um grupo de interesse –, de acordo com a lei, não pode enviar contribuições financeiras diretamente aos políticos. Apurou-se, no entanto, que essa prática pode ocorrer de maneira indireta, por meio de, pelo menos, duas maneiras: através de seus próprios membros contribuindo individualmente; e/ou por via dos Political Action Committees (PACs) – instituições criadas especificamente para esse fim de levantar fundos para as campanhas políticas no intuito de eleger e derrotar candidatos, ou até mesmo influenciar os que já estão no Governo. E, terceiro, buscou-se sintetizar o estado da arte ao estudo histórico e estrutural sobre o AIPAC. Com base no diálogo entre as duas principais visões teóricas trabalhadas – sob uma ótica de complementaridade ao invés de exclusão –, ao lado do exame da ação do AIPAC na história, esse estudo nos levou a inferir que o AIPAC, fundado em 1959, no contexto da Guerra Fria, continua influente na política dos EUA, mesmo com a mudança no sistema internacional ao final da Guerra Fria.

Palavras-chave: The American Israel Public Affairs Committee (AIPAC). Lobby. Political Action Committee (PAC). Política externa. Estados Unidos. Israel.

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Paulo Mortari Araújo Correa - Mestrado

23/04/2015, 14h00, PUC-SP

Tema de pesquisa: As maras e pandillas no Triângulo Norte da América Central e a atuação dos Estados Unidos em seu combate

Orientador: Paulo José dos Reis Pereira (PUC-SP)

Banca: Edson Passetti (PUC-SP) e Samuel Alves Soares (UNESP/Franca).

Resumo: Maras e pandillas são termos usualmente empregados em El Salvador, Guatemala e Honduras – que, juntos, compõem o chamado Triângulo Norte da América Central – em referência a gangues de rua, cujos membros são tradicionalmente jovens (e, em sua maioria, do sexo masculino) e compartilham de uma identidade comum, o que pode incluir desde o uso de formas de comunicação e expressão cultural específicas (entre gírias, gestos corporais, tatuagens, grafites em muros e ritmos musicais) até a aplicação de rigorosas normas de conduta. A expansão desses grupos pela região e sua responsabilização pela escalada da violência nas grandes cidades têm incitado a adoção de medidas não só domésticas, mas, também, internacionais, envolvendo, por conseguinte, tanto autoridades centro-americanas como instituições de outros países, como os Estados Unidos. Com base nessa constatação, questiona-se, nesta pesquisa, qual é o interesse dos Estados Unidos em atuar no combate a gangues de rua fora de suas fronteiras, considerando que isso é comumente visto como um problema de segurança pública do Estado em cujo território tais grupos operam. Através do método hipotético-dedutivo e a partir da consulta a relatórios oficiais e outras fontes do governo estadunidense – além da literatura específica sobre as gangues no Triângulo Norte e sobre a história recente e contexto atual da região –, testam-se ao menos quatro hipóteses, que se referem à possível percepção dos Estados Unidos de que as gangues I) têm ou almejam ter vínculos com grupos tidos como terroristas; II) atuam de forma expressiva no tráfico internacional de drogas, inclusive em cooperação com grandes cartéis da região; III) são grupos transnacionais do crime organizado, capazes de coordenar delitos em solo estadunidense com seus pares lá estabelecidos; e que IV) a violência concernente às gangues em El Salvador, Guatemala e Honduras fomenta fluxos migratórios (inclusive de mareros e pandilleros) desses países em direção aos Estados Unidos, algo indesejado pelos últimos. Adotam-se como matriz teórica as discussões acerca das “novas” e “novíssimas” guerras, dentro do contexto de expansão dos Estudos de Segurança Internacional, em referência especialmente à atuação de Estados no combate a ameaças não tradicionais.

Palavras-chave: América Central. Triângulo Norte. Estados Unidos. Gangues. Violência Urbana. Segurança Regional. Ameaças Transnacionais. Novas Guerras.

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Rodrigo Fagundes Cezar - Mestrado

30/04/2015, 16h30, PUC-SP

Tema de pesquisa: Constrangimentos domésticos à política externa comercial dos Estados Unidos no Governo Clinton (1993-2001)

Orientador: Carlos Eduardo Ferreira de Carvalho (PUC-SP)

Banca: Tullo Vigevani (Unesp) e Filipe Almeida Mendonça (Universidade Federal de Uberlândia)

Resumo: A dissertação analisa as dificuldades domésticas apresentadas à formulação e à aprovação de política externa comercial nos EUA durante o governo de Bill Clinton (1993-2001) e a forma pela qual o Executivo se ajustou a esses obstáculos. Faz-se uma narrativa analítica, tendo com ênfase 1) a aprovação do NAFTA (1993), 2) os entraves ao processo de renovação do fast-track (1997), 3) as relações comerciais com a China (1993-1996) e com o Japão (1993-1995), 4) a normalização das relações comerciais com a China e reunião ministerial da OMC em Seattle (1999-2000). O quadro analítico contém elementos de distintas abordagens, como a das unidades de decisão e da política burocrática, partindo da premissa de que o processo decisório em política externa comercial se dá por meio de coalizões. Argumenta-se que a forma como se elaborou a política comercial durante o governo Clinton foi essencial para que se chegasse aos resultados obtidos, sendo que os entraves no processo foram resultado das divisões no Congresso, na sociedade e no Executivo e das dificuldades de coordenação entre esses atores. Conclui-se que a análise oferecida, ao considerar os principais atores e seu relacionamento no processo decisório, permite entender com mais clareza os entraves domésticos à política externa comercial, bem como o modo pelo qual o Executivo se ajustou a tais entraves.

Palavras-chave: Estados Unidos – Relações econômicas exteriores. Estados Unidos – Presidente (1993-2001: Clinton). Estados Unidos – Política comercial. Estados Unidos – Relações econômicas exteriores – Japão. Estados Unidos – Relações econômicas exteriores – China.

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Sara Basílio de Toledo - Mestrado

27/02/2015, 08h30, Sede

Tema de pesquisa: Mudança política no Paraguai e as relações com o Brasil: o caso da renegociação do Tratado de Itaipu

Orientador: Clodoaldo Bueno

Banca: Shiguenoli Miyamoto (Unicamp) e Tomaz Espósito Neto (Universidade Federal da Grande Dourados)

Resumo: Em 2008 o Paraguai passava por uma composição inédita do cenário político, com a chegada do ex-bispo, Fernando Lugo, à presidência da República, rompendo com mais de seis décadas de monopólio do Partido Colorado. Ainda assim, o longo processo de transição democrática iniciado em 1989 demonstrou a permanência de resquícios que limitam a democracia no país guarani, exemplificados com a destituição de Lugo em 2012. A política externa paraguaia possui estreita relação com a dinâmica política doméstica, de modo que as relações com o Brasil, uma das principais peças das relações bilaterais paraguaias, acaba sendo influenciada pelos embates políticos internos do país vizinho. Ademais, estas relações bilaterais apresentaram gradual aproximação, potencializando-se em um continuum após a construção de Itaipu, que criou vínculos viscerais entre os dois países. Contudo, ao mesmo tempo em que Itaipu fora motivo de aproximação, também configurou-se como elemento de dissensos constantes no histórico de tais relações. Na esteira deste processo, a chancelaria brasileira sempre buscou atender às reivindicações paraguaias, visando garantir os interesses brasileiros no entorno regional. Particularmente, no caso de Itaipu, vários foram os acordos. No entanto, as negociações de 2009, que culminaram na alteração do anexo C referente às bases financeiras do Tratado, triplicando o valor da cessão de energia pago pela venda do excedente do paraguaio, contou com uma particularidade: o casamento entre as linhas gerais da política externa brasileira do governo Lula e o modelo de inserção regional fundamentado na ideia de solidariedade, com os interesses de manutenção de Fernando Lugo no poder, no interior dos embates políticos domésticos no Paraguai. Isso porque as promessas de campanha do ex-bispo apresentaram fortes laços com o Brasil, sobretudo, a renegociação do Tratado de Itaipu, visto como limitador da soberania do país guarani. Neste contexto, a convergência ideológica entre Lula e Lugo foi fundamental para a viabilidade do acordo, e, a figura do presidente Lula, particularmente, fora determinante neste processo, que teve como desdobramento a acentuação da polarização política doméstica em torno das propostas de política externa.

Palavras-chave: Brasil. Relações exteriores. Paraguai. América do Sul. Presidente (2003-2010: Lula). Usina Hidrelétrica de Itaipu. Tratado de Itaipu. Recursos hídricos. Desenvolvimento. Recursos energéticos. Fernando Lugo.

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Priscila Villela - Mestrado

14/04/2015, 09h00, PUC-SP

Tema de pesquisa: As dimensões internacionais das políticas brasileiras de combate ao tráfico de drogas na década de 1990

Orientador: Paulo José dos Reis Pereira

Banca: Reginaldo Mattar Nasser e Rafael Antônio Duarte Villa

Resumo: O tráfico de drogas é um tema novo na disciplina das Relações Internacionais e vem ganhando destaque na agenda de segurança internacional desde a década de 1990. O fim da Guerra Fria e as decorrentes transformações políticas, econômicas e tecnológicas influenciaram no crescimento da criminalidade organizada transnacional, assim como na mudança de percepção que se tinha sobre ela. Neste cenário, o tema das drogas passou a ser tratado politicamente como uma ameaça ao sistema internacional, aos estados nacionais e aos indivíduos. A noção de “guerra às drogas” foi incorporada pelo regime de proibição global das drogas das Nações Unidas e das demais organizações multilaterais. Ela também pautou a presença norte-americana sobre a América Latina a partir deste período. A postura do Brasil com relação ao tema das drogas mudou significantemente nos anos 1990, quando uma série de aparatos legislativos e institucionais foram estabelecidos com o objetivo de combater o tráfico de drogas, a partir da identificação das ameaças associadas a este crime. A inserção internacional do Brasil neste período foi marcada pelo reconhecimento de questões de segurança que vinham sendo definidas internacionalmente por meio do regime de proibição global das drogas consolidado pelos organismos multilaterais, assim como pela “guerra às drogas” empreendida pelos Estados Unidos sobre a América Latina. O objetivo deste trabalho é analisar se e como o Brasil incorporou as ideias e políticas estabelecidas internacionalmente ao longo da década de 1990, identificando atores estatais e suas decisões, assim como avaliando o alinhamento das concepções e práticas políticas adotadas domesticamente às diretrizes internacionais com base no modelo institucional e legislativo adotado neste período..

Palavras-chave: Brasil. Combate às Drogas. Segurança Internacional. Tráfico de Drogas.

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Wilson Pedro Té - Mestrado

23/03/2015, 14h00, Sede

Tema de pesquisa: Relações exteriores da Guiné-Bissau: um estudo das relações bilaterais Guiné-Bissau/Brasil (1974-2014)

Orientador: Suzeley Kalil Mathias

Banca: Samuel Alves Soares (Unesp) e Paulo César Souza Manduca (Unicamp)

Resumo: Esta dissertação trata das relações entre a Guiné-Bissau e o Brasil, estabelecidas a partir de 1974, ano no qual a Guiné-Bissau já havia conquistado sua independência. Tomando como base a política externa, serão analisadas as relações político-diplomáticas e cooperação técnica educacional, cultural e militar entre a Guiné-Bissau e o Brasil. Neste estudo, pretendemos monstrar que as relações entre os dois países tiveram um início marcado por amplas expectativas de ambos os lados, mas frustradas na primeira metade da década de 1990. A crise da dívida externa na América Latina, onde se localiza o Brasil, e a grave crise econômica que afetou a frágil economia da Guiné-Bissau, contribuíram para essa retração nas relações entre os dois lados do Atlântico. Buscar-se-á discutir como a cooperação técnica transformou-se  em um dos principais pilares dessas relações, se não o mais importante. Por fim, serão analisados os impactos da criação da comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre a política externa da Guiné-Bissau, em 1996, considerada, o elo de ligação nas relações da Guiné-Bissau com o Brasil.

Palavras-chave: Brasil – Relações exteriores – Guiné-Bissau. Guiné-Bissau – Relações exteriores – Brasil. Brasil – Relações exteriores – Séc. XX. Brasil – Relações exteriores – Séc. XXI. Guiné-Bissau – Relações exteriores – Séc. XX. Guiné-Bissau – Relações exteriores – Séc. XXI.

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Fernando Santomauro - Doutorado

27/02/2015, 14h30, Sede

Tema de pesquisa: A United States Information Agency e sua ação no Brasil de 1953 a 1964

Orientador: Clodoaldo Bueno

Banca: Reginaldo Mattar Nasser (PUC-SP), Tullo Vigevani (Unesp), Jean Tible (Universidade de São Paulo) e James Peter Woodard (Montclair State University)

Resumo: As relações Brasil-Estados Unidos intensificaram-se a partir do século XX, também por causa dos intercâmbios promovidos pelos governos dos dois países, que levaram a uma convergência na forma de ver o mundo em vários momentos daquele período. O objetivo desta Tese é contar a história de parte dessas relações, a partir da segunda metade daquele século, no contexto da Guerra Fria, por meio da formação da United States Information Agency (USIA) em 1953, e sua atuação no Brasil até 1964, ano do golpe militar. A principal fonte para o desenvolvimento desta pesquisa foi a consulta aos documentos de arquivos norte-americanos e brasileiros em Washington DC, Nova York e Rio de Janeiro, além de estudos de personagens relevantes no período. A USIA, até então a agência norte-americana com maior representação no exterior, foi exemplo de como os Estados Unidos, mesmo em um dos momentos mais críticos de sua história, escolheu em investir e sofisticar os programas de informação e propaganda em outros países, como instrumento complementar à sua política externa. O caso da USIA no Brasil é emblemático, pela sua capacidade de agir, influenciando diversos e heterogêneos grupos da sociedade brasileira de acordo com o interesse norte-americano, durante um período fundamental na história política brasileira, entre os anos de 1953 e 1964.

Palavras-chave: United States Information Agency. Diplomacia Pública. Relações Estados Unidos-Brasil. Americanização do Brasil.

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Laís Azeredo Alves - Mestrado

27/02/2015, 09h30, Sede

Tema de pesquisa: O processo de securitização e despolitização do imigrante: a política migratória italiana nos anos 1990-2000

Orientador: Samuel Alves Soares

Banca: Paulo José dos Reis Pereira (PUC/SP) e Rossana Rocha Reis (USP)

Resumo: Esta dissertação trata do processo de securitização da imigração, tendo como estudo de caso a política migratória da Itália. Objetiva-se problematizar e desmistificar os processos de construção do imigrante como irregular, criminoso e principalmente como uma ameaça ao Estado em suas esferas social, cultural, política e econômica. Neste sentido, no primeiro capítulo disserta-se sobre a construção teórica dessas práticas e sobre o seu caráter predominantemente político. A categorização como ameaça influencia na formulação de políticas de ação violentas contra imigrantes, que podem até violar direitos. No entanto, a utilização de práticas securitária torna-se cada vez mais rotineira. No segundo capítulo, analisase como ocorreu a securitização da imigração no âmbito europeu- essencial para a compreensão do que ocorreu na Itália- e de que forma o processo de regionalização do bloco europeu foi determinante na diferenciação do imigrante irregular como Outro e então em sua categorização como ameaça, no mesmo patamar de crimes transnacionais, como o terrorismo. No terceiro capítulo analisa-se o caso italiano, cujas mudanças na política migratória refletem emblematicamente os processos de criminalização e securitização do imigrante como uma prática política institucionalizada e legalizada. Por fim, conclui-se que o processo de securitização da imigração parte de um ato político e não técnico e que ao invés de uma hiperpolitização – na perspectiva securitária -, ocorre uma despolitização do imigrante, já que sua cidadania é usurpada em nome da segurança estatal.

Palavras-chave: Securitização. Política Migratória. Europa. Itália.

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Márcio Augusto Scherma - Doutorado

17/04/2015, 09h00, Unicamp

Tema de pesquisa: As políticas brasileiras para a faixa de fronteira: um olhar a partir das relações internacionais

Orientador: Shiguenoli Miyamoto

Banca: Reginaldo Mattar Nasser (PUC-SP), Luís Alexandre Fuccille (Unesp), José Alexandre Altahyde Hage (Unifesp) e Paulo César Souza Manduca (Unicamp)

Resumo: As fronteiras são regiões geográficas que se distinguem das demais especialmente devido ao fato de que nelas, as interações internacionais são uma realidade cotidiana. Essa interação comporta fluxos de pessoas, mercadorias, recursos financeiros, culturais, dentre outros, podendo ter impacto positivo ou negativo para os países, dependendo do investimento e atuação de ambos na região. O Brasil é o maior país da América do Sul, apresentando 15.719km de fronteiras terrestres com nove países mais a Guiana francesa. A “faixa de fronteira” brasileira abarca 11 Unidades da Federação, 588 municípios e mais de 10 milhões de habitantes. A extensão de suas fronteiras e o número de países com os quais faz divisa conferem à região papel central na integração regional com os vizinhos sul-americanos e também no desenvolvimento do país. Apesar dessa importância, o tema foi até hoje pouco explorado no país sob o enfoque das relações internacionais. O tratamento dado na academia foi eminentemente de caráter geográfico ou geopolítico, abordando a questão das fronteiras eminentemente do ponto de vista estratégico-militar, com maior foco em temas relativos à segurança nacional e defesa da soberania. Esta tese pretende explorar o tema das fronteiras brasileiras do ponto de vista das relações internacionais – notadamente, a partir de uma perspectiva construtivista. Far-se-á uma análise das linhas de atuação da política brasileira para a faixa de fronteira, com ênfase nos períodos militar e pós-redemocratização. A hipótese central do trabalho é que a partir da redemocratização há uma ruptura com o padrão anterior de atuação nas fronteiras – vigente ainda durante o período militar (1964-1985). Vale dizer, tanto na doutrina como na ação, predominava, a segurança como o foco nacional para a faixa de fronteira – as fronteiras seriam áreas prioritárias de vigilância pela vulnerabilidade que apresentariam. Já a partir de meados dos anos 80, o foco principal de atuação vai-se alterando e passaria a estar no potencial de integração das fronteiras e no fomento ao desenvolvimento sócio-econômico destas áreas, até como forma de garantir a segurança.

Palavras-chave: Integração Regional; Fronteiras – Brasil; Política Externa – Brasil. 

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